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Conselhos para uma condução segura à chuva

Carro desportivo azul brilhante estacionado, com gotas de chuva visíveis na superfície e faróis ligados.

A ideia de que, mal começa a chover, muitos condutores parecem esquecer como se conduz é repetida vezes sem conta. Ainda assim, com as tempestades que têm passado pelo país, importa reforçar que é responsabilidade de quem conduz optar por uma condução defensiva e adaptá-la ao estado do tempo.

Os dados da sinistralidade rodoviária mostram que essa adaptação nem sempre acontece. A ANSR apurou que, em 2024, 16,2% dos acidentes registados ocorreram com chuva, mais 14,8% do que em 2023.

Por isso, reunimos um conjunto de recomendações para ajudar os automobilistas a tornar a condução em condições meteorológicas adversas o mais segura possível.

Reduzir velocidade

“Mais vale chegar tarde que não chegar”. Com a estrada molhada, a aderência diminui - por muito bons que sejam os pneus montados no seu automóvel. Torna-se mais fácil perder o controlo e até os sistemas eletrónicos de assistência (controlo de tração e de estabilidade) têm limites.

Assim, baixar a velocidade é uma das medidas mais importantes para conduzir em segurança quando chove. Ao fazê-lo, reduz a probabilidade de saída de estrada e de entrar em aquaplanagem - fenómeno em que os pneus deixam de manter contacto com o pavimento por causa do excesso de água.

Como o piso escorregadio também aumenta as distâncias de travagem, recomenda-se igualmente que evite usar o controlo de velocidade de cruzeiro: a aderência pode alterar-se de forma repentina (por exemplo, se surgir um lençol de água), o que exige ajustar a velocidade a que circula.

Estado dos pneus

Os pneus são o único ponto de contacto do veículo com a estrada. Por isso, deve verificar com regularidade o seu estado e confirmar se a profundidade do piso corresponde ao recomendado, já que é isso que permite escoar a água de forma eficaz entre o pneu e a superfície, reduzindo o risco de aquaplanagem.

Se a profundidade dos sulcos dos pneus for inferior a 3 mm, a distância de travagem aumenta consideravelmente e o perigo de aquaplanagem será quatro vezes superior. E, já que falamos de aquaplanagem, fica mais um conselho.

Aquaplanagem. Como atuar?

Em episódios de chuva forte, o risco de aquaplanagem cresce, sobretudo quando combinado com velocidades mais elevadas. Nesta situação, os pneus deixam de conseguir escoar toda a água e, por isso, deixa de haver contacto com o piso. Daí que reduzir a velocidade seja determinante.

Se não conseguir evitar a passagem por um lençol de água, a regra é nunca acelerar ou travar e manter sempre o volante direito. Acelerar ou travar só aumenta a probabilidade de despiste.

Luzes sempre ligadas

Esta recomendação não é exclusiva dos dias chuvosos. Em dias mais escuros ou com nevoeiro, é importante circular sempre com as luzes (médios) ligadas.

Mesmo quando a chuva é fraca e mesmo durante o dia, ter as luzes acesas torna-o mais visível para os restantes condutores.

Distância de segurança

A distância de segurança (deixar um espaço para o veículo da frente equivalente a dois veículos) deve ser respeitada faça chuva ou faça sol. No entanto, quando chove, ganha ainda mais importância.

Em piso molhado, a distância de travagem pode ser três vezes superior à de um piso seco. Ao aumentar o espaço para o veículo da frente, ganha tempo para reagir caso ocorram travagens repentinas.

Escovas limpa-para-brisas

Com o outono e com a rápida chegada do inverno, confirme que as escovas limpa-para-brisas estão a funcionar bem e em bom estado. Se necessário, substitua-as. A sua importância para manter a visibilidade na condução à chuva dispensa apresentações.

Além das escovas, os vidros embaciados são outro problema típico desta altura do ano. Reunimos algumas dicas sobre como os desembaciar ou até evitar o seu embaciamento:

Extra

Para lá das recomendações anteriores, fica uma dica adicional e outras orientações habituais para uma condução mais segura, quer chova, quer esteja sol.

A principal é evitar manobras bruscas, como mudanças repentinas de direção. Com menos aderência disponível, o veículo tem maior tendência para escorregar e ficar fora de controlo. Além disso, não use o telemóvel - sobretudo hoje, com a possibilidade de o ligar ao carro -, nem conduza sob o efeito de substâncias.

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